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  • João Jerónimo 16:11 on 9 de April de 2010 Permalink | Reply
    Tags: automatizar, economia, economics, , farmville economics, , , lavrar, plantar, ROI, sementes, zynga   

    FarmVille Economics 

    Bom dia a todos, este também é um post muito rápido (a task list está a ficar empilhada) e hoje vou falar-vos do FarmVille !

    É um jogo que na minha opinião é muito bem desenhado, pode ser extremamente viciante e a prova disso é que conhecemos todos uma data de pessoas que joga FarmVille… A principal motivação para as pessoas irem todos os dias ao FarmVille é primeiro, para não deixar os tomates apodrecerem, depois, como são informadas do tempo até à maturidade das culturas (Ex: 2 horas para as Raspberries ficarem maduras), dá a impressão de que podem desempenhar outras tarefas enquanto jogam o farmville. Last but not least, e na minha opinião o mais importante, é que podemos exibir a quinta toda gira aos amigos…

    Eu pessoalmente não me identifico com quem joga FarmVille (sem ofensas claro), tenho na minha opinião coisas mais sérias em que me concentrar e coisas melhores cultivar e colher da vida… Mas como é habitual, eu gosto de gozar com as pessoas quando sei do que estou a falar e não quando ouvi dizer coisas… Então fui experimentar o FarmVille!

    Fartei-me logo na primeira jogada… Sim, o dinheiro estava a aumentar mas não me sentia bem a tentar lembrar-me de quando as coisas ficavam prontas para as colher… À primeira fui um bocado irracional e escolhi as sementes que tinham mais retorno, sem avaliar pelo tempo de maturidade… Foi um erro grande…

    Depois caí em mim e vi que estava a ser burro… Afinal de contas estou a tirar um curso de Gestão e ando aqui a tomar decisões à balda…

    Tenho só a transmitir duas lições valiosas da minha experiência no FarmVille: Olhem para um horizonte maior, vejam as sementes com maior ROI, façam um plano e automatizem todos os processos!

    Muito simples… No exemplo dos Raspberries, sabemos que é preciso 15 para lavrar a terra, as sementes custam 20, em 2 horas fica pronto e colhemos 46… Ou seja, o ROI em 2 horas é {[46/(15+20)]-1 } e muita atenção que na faculdade acho que não costumam ensinar-vos com o -1, mas eu gosto de analisar o ROI assim porque dá-me exactamente aquilo que ganhei além do que precisei de investir (EX: Investi 40 euros para ganhar 60… Sem o -1, teria um ROI de 1,5 mas eu já tinha os 40 no bolso e não foram gerados no meu investimento… Então com o -1 sei que aquilo gerou um extra que não tinha de 0,5… Muito mais claro na minha opinião…)

    Como o FarmVille é uma economia muito estável e temos sempre os mesmos custos e a procura sempre estável (experimentem produzir e depois não ter para onde escoar no FarmVille lol) então podemos ter um plano do que queremos fazer para a semana toda ou mês todo… Escolher entre as sementes mais rentáveis, plantar tudo, saber a que horas temos que colher e plantar mais, podemos prever os Cash Flows muito fácilmente (saiem 15+20 e entram 46 no caso dos raspberries, em 2 horas)… Então podemos saber muito claramente o que podemos fazer e os resultados que vamos ter…

    E a parte de automatizar é muito simples… Porque temos todos mais que fazer além de ficar a plantar coisas, e aliás, isto consome tempo como qualquer empresa… A nossa sorte é que como é tudo tão certo (os custos são os mesmos e o retorno é o mesmo), então podemos realmente ter um script que sabe qual é a semente com o maior ROI, que sabe quando as colheitas estão maduras e que nessa altura colhe tudo e planta mais…

    Wrap up: Usem esta tabela que já tem a análise da rentabilidade feita para quase todas as sementes, escolham as mais rentáveis e usem esta ferramenta para fazer tudo por vocês! É gratuito é rápido e dá milhões!

    E mais um conselho, não ocupem o espaço da quinta com tretas bonitas que não dão dinheiro…

    Como termina a minha experiência do FarmVille ? Bom, fiquei uma semana a fazer isto tudo que disse aí acima… Programei a ferramenta para também andar de 1 em 1 minuto a fertelizar as quintas dos meus vizinhos lol… Andei 26 níveis em 3 dias… Ao fim de 1 semana reparei que estava sempre a crescer a ganhar mais dinheiro a fazer upgrades à quinta… Mas… E depois se andava a ganhar cada vez mais dinheiro e a um ritmo assustador ? Não me trazia satisfação nenhuma… perdeu a graça… Então deixei aquilo sem nada e fui fazer coisas mais interessantes!

     
  • João Jerónimo 22:43 on 28 de September de 2009 Permalink | Reply
    Tags: câmbio, Carry Trading, China, , economia, , , , , , Renminbi, rentabilização, valorização   

    Atenção à China (se é que ainda não ouviram isto em montes de sítios) 

    Os grandes economistas fazem previsões… O Paul Krugman alertava para a crise económica mundial, activos tóxicos e não sei quantas coisas em 2007, e eu vou aqui fingir que faço uma grande previsão para 2010… Uma previsão NNF e que já é quase sabida por todos, mas é capaz de haver alguém que deixou a coisa passar ao lado… (More …)

     
    • António 20:49 on 29 de September de 2009 Permalink | Reply

      Ó JJ, tu és um verdadeiro fenómeno, há que dizê-lo… :P ;) Do PIB chinês partes para uma mais-valia no mercado cambial :P É um raciocínio simples, até fácil de perceber, e que pela sua simplicidade faz corar de inveja muitos “iluminados” que por aí andam LOL

      Mas adiante, o excesso de capacidade instalada não é uma novidade na China. Ainda há uns dois anos, numa conversa com um analista de Emerging Markets de uma grande casa de investimento, dizia-me este analista que os chineses tinham como objectivo – por muito estranho e irracional que pareça aos Ocidentais – maximizar o output e não o lucro…. :P É uma espécie de corrida para ver quem produz mais…

      Outra coisa interessante é que os chineses, como dizes e muito bem, dispõem de um montante gigantesco de reservas de divisas estrangeiras, sobretudo de dólares… Além disso, andaram nos últimos anos a comprar “paletes” de dívida pública dos EUA, os chamados treasuries, o que levou até o presidente do Banco Central da China a questionar, a dada altura, a capacidade dos EUA honrarem os seus compromissos…

      Enfim, muita coisa para discutir… Gostei, continua assim, abraço ;)

      • João Jerónimo 22:49 on 29 de September de 2009 Permalink | Reply

        António :) Muito obrigado pelo feedback positivo :)

        Pois é verdade, no fundo este artigo não tem mesmo nada de novo… E adorei essa do “maximizar o output e não o lucro”, nunca me tinha passado pela cabeça xD…

        Pois é lol agora tou a ver que me esqueci de falar sobre os títulos do tesouro americano lol e até tive a investigar isso ontem para o artigo e tudo… Mas essa do presidente do Banco Central da China questionar-se sobre a capacidade dos EUA honrarem o compromisso não sabia mesmo lol… Mas já me questionava eu próprio, aliás, foi tema de debate numa aula de introdução à macroeconomia por volta de Abril do ano passado, quando o Professor Jorge Braga de Macedo apresentou o tema no programa dele na TVI (ele discutia os temas todos do programa lá nas aulas, já tinhamos terminado a matéria na 3ª semana de aulas lool)

        Obrigado, outro!

  • João Jerónimo 12:49 on 23 de April de 2009 Permalink | Reply
    Tags: desemprego, economia, emprego, EUA, , taxa de participação na força de trabalho   

    A evolução da preguiça nos EUA e em Portugal 

    Olá a todos, não escrevo nada há algum tempo mas não é por preguiça, é mesmo porque tenho tido tempos apertados na faculdade à medida que a primeira época dos exames se aproxima… Desta vez trago-vos uma coisa interessante… O gráfico abaixo mostra a evolução da taxa de participação na força de trabalho dos homens e mulheres. taxa de participação na força de emprego A taxa de participação na força de trabalho é o rácio entre a força de trabalho e a população na idade de trabalhar, sendo que a força de trabalho é a soma da população empregada com a população desempregada. Lembro que população desempregada não é o mesmo que a população sem emprego: população desempregada fez esforço para conseguir um emprego nos últimos 30 dias e está disposta a ser empregue nos próximos 30 dias, o que contrasta com população desencorajada, que desistiu de procurar um emprego. Lembro também que estou a falar da população em idade de trabalhar em todo o artigo.

    Curto e grosso, a taxa de participação na força de trabalho mede a percentagem da população que trabalha ou deseja trabalhar num país. Sabendo a percentagem da população que trabalha ou deseja trabalhar num país, sabemos qual é a percentagem da população que está “pendurada”, ou seja, não têm um emprego nem estão a fazer  esforço para conseguir um emprego.

    Pelo gráfico, podemos ver que a taxa de participação na força de trabalho diminui para os homens e aumenta para as mulheres, nos últimos 36 anos, e está cada vez mais próxima. Tenho aqui na frente o livro do Michael Parkin a dizer que é porque surgiram as máquinas de lavar loiça e de lavar roupa e as mulheres passam a ter mais tempo para trabalhar… A taxa de participação na força de trabalho dos homens deve estar a descer porque elas vão roubando os lugares deles nos empregos… Ou será preguiça ?

    Até aqui estive a falar do caso dos EUA, e estava prontinho para dizer que gostava muito mas não consegui números para Portugal, mas consegui xD…. Por acaso as estatísticas do banco de portugal são incriveis, já tenho aqui uma tabela no excel com números da população activa, desempregada e empregue… é só calcular a taxa de população empregue e fazer o gráfico… Já está :) só desculpem-me por ter isto tudo feio, não tenho cá o Microsoft Office 2007 nem o photoshop, foi mesmo com OpenOffice e MS Paint xD… tou a escrever isto na faculdade com o meu EeePC… Taxa de Participação na Força de Trabalho em Portugal Só não tive acesso aos dados separados por sexo… Mas no geral significa que a preguiça também está a diminuir em Portugal :) Em 1995 parece que temos uma taxa de participação na força de trabalho menor do que a dos EUA… A nossa é em 1995 46% e a deles parece pelo gráfico das mulheres que vai quase nos 60%…Não sei é se nos dados de Portugal a subida da taxa de participação na força de trabalho é sustentada pelas mulheres ou pelos homens lol isso vamos continuar sem saber…

    Espero que gostem e que não tenha dito muitas coisas absurdas, até à próxima. (Agora que descobri devo começar a brincar mais com as estatísticas do Banco de Portugal… é divertido fazer gráficos parecidos àqueles que vêm nos livros lol…)

     
    • Benedita 18:12 on 23 de April de 2009 Permalink | Reply

      tu não existes maputo!!!

    • António 1:34 on 25 de April de 2009 Permalink | Reply

      Grande JJ!!! Tu dás-lhe :-P

  • João Jerónimo 15:33 on 1 de April de 2009 Permalink | Reply
    Tags: , deflacção, , economia, inflacção, , nível de preços, , popularismo económico, produção   

    Evitando a Inflacção e a Deflacção com sucesso garantido 

    Nestas alturas de crise, o pessoal interessa-se mais por Macroeconomia, não há dúvidas.

    Certamente que quem já se interessou por Macroeconomia já ouviu falar da variação cíclica do PIB, ou ciclo económico, ou ciclo macroeconómico, não interessa a designação, o principio por detrás disto é muito simples: A economia está em constante expansão e regressão.

    Em constante expansão quando as empresas percebem que a economia está em expansão, e podem produzir mais porque há poder de compra no mercado, então empregam todos os recursos possíveis na produção, os trabalhadores passam a trabalhar horas extra, e a nação passa a produzir mais do que aquilo que consome. Logo em seguida começam a sobrar coisas porque a nação produziu em demasia, os preços caiem para escoar a produção, os salários caiem e o desemprego também cai porque os preços tiveram que cair, e estamos em recessão…

    A economia volta a atingir a sua produção potêncial quando as expectativas são boas e as empresas voltam a empregar os recursos productivos (máquinas, capital, mão de obra, etc), e tudo volta ao mesmo.

    Se eu soubesse explicar isto melhor, seria fácil entender que quando a economia está em recessão, há inflacção e desemprego, e quando a economia está em expansão, há sob-emprego e deflacção.

    O senhor Milton Friedman tem uma frase célebre que é

    Para combater a deflacção basta largar dinheiro de um helicóptero

    O que se verifica, uma vez que numa altura de deflacção, o valor do dinheiro é mais que o normal, ou seja, a mesma quantidade de dinheiro que tinhamos anteriormente irá traduzir-se em mais bens ou serviços.

    Largando dinheiro de um helicóptero estaremos a aumentar a quantidade de moeda que circula na economia, e aumentando a riqueza de todos, o valor do dinheiro volta a baixar pois já não há escassez. Se o valor do dinheiro voltou a baixar, então a mesma quantidade de dinheiro que tinhamos anteriormente vai traduzir-se em menos bens e serviços, ou seja, o nível de preços baixou também.

    Tal verifica-se ainda pela formula cM = cP + cY, em que cM é o crescimento da quantidade de moeda a circular na economia, cP é o crescimento do nível de preços, e cY é o crescimento do PIB.

    Até aqui já todos sabiam tudo, agora começa a parte interessante :P

    Se para combater a deflacção basta largar dinheiro de um helicóptero, então

    Para combater a inflacção basta mandar assaltar toda a população

    E esta frase já vem de mim mesmo… E o mais incrível é que também se verifica! Diminuindo a quantidade de moeda em circulação através da diminuição da riqueza da nação, o nível de preços volta a subir pelas razões inversas que o levou a descer…

    E agora apercebo-me de que afinal aí a frase acima não é uma grande descoberta uma vez que isso já existe há montes de tempo e funciona a partir dos contribuintes e dos impostos, que é a forma que o governo tem de diminuir a riqueza das pessoas lol… Na linguagem vulgar dizem mesmo “GRANDES LADRÕES ESTES DO GOVERNO ESTÃO SEMPRE A IR-NOS AO BOLSO” e o mais incrível é que isto também acaba por se verificar, como acabámos de descobrir…

    O popularismo económico não é completamente infundado lol…

     
    • The Stig 19:43 on 1 de April de 2009 Permalink | Reply

      Ora aí está! No fundo, é isto que temos. Para roubar eles tão sempre prontos, lá isso é verdade. Boa dedução. Para mim a crise, na sua essência é a assimetria de poder de compra cada vez maior, ou seja, a crise é a extinção da classe média. Cada vez mais se quer encher os bolsos mais rápido, como por exemplo o facto do Presidente do banco português ganhar 4,5 vezes mais do que o presidente dos EUA (FED), depois foi isto, foi o pessoal a comprar tudo a prestações para depois no fim ficarem em dívidas, todo este processo deu origem à situação com que nos deparamos hoje em dia, de qualquer forma a crise tem a vantagem de nos ensinar a poupar, o problema é que o pessoal, nomeadamente, os portugueses, continuam a querer ficar de bicos de pés principalmente para comprar o carro, o que torna a situação ainda mais gravosa. Gostei do post. Saudações académicas

    • The Stig 19:45 on 1 de April de 2009 Permalink | Reply

      presidente do banco americano*

    • joaojeronimo 20:00 on 1 de April de 2009 Permalink | Reply

      Epahh um comentário que me faz pensar para responder já tava com saudades disto lol… Nem acredito que se tá a discutir macroeconomia no meu blog se eu disser isto a alguém vão dizer “feliz dia 1 de abril pra ti também” xD

      Por acaso não compreendo muito bem de onde surge a assimetria do poder de compra, mas se os impostos existem para reduzir-nos a riqueza, então certamente deve surgir da incidência dos impostos na classe média e por isso está a desaparecer é isso ?

      Por acaso aqui na coisa de recorrer ao crédito podemos generalizar um bocado e dizer que isto é em quase todo o “primeiro e segundo mundo” que contrasta com o “terceiro mundo” onde já não é bem assim. A crise económica começou justamente porque o pessoal lá dos EUA começou a recorrer a crédito em demasia e depois não conseguiram pagar… e criaram-se os activos tóxicos e os bancos faliram…

      Como seria se usassemos um interest rate targeting agora ? Se o banco central tentasse controlar a taxa de juro real então poderia “set the target” para uma taxa de juro mais baixa e como consequência disso as prestações iam ser menores e mais pessoas conseguiam paga-las… Paralelamente verificava-se o “efeito cash flow” nas empresas, em que os cash flows melhoram e as empresas podem demonstrar aos “decision makers” (accionistas e credores) que podem pagar as suas dívidas, então podem investir mais… O investimento aumenta, o PIB aumenta….. e salvamo-nos da crise ?

      Tenho a sensação de que tou a dizer coisas absurdas lol…

    • Mariana SC 23:12 on 1 de April de 2009 Permalink | Reply

      Não li nada…
      Mas gostei de ver !

      • joaojeronimo 23:22 on 1 de April de 2009 Permalink | Reply

        Que bom Mariana xD
        Gostaste mais da minha frase do que a do Milton Friedman porque a minha até rima não é :P ?

    • António 16:25 on 5 de April de 2009 Permalink | Reply

      Durante anos, os bancos concederam crédito ao ppl todo, então nos States era caricato ver teens a estoirar os plafonds, que depois os paizinhos pagavam. Depois, os bancos pegavam nesses créditos, que eram seus activos, empacotavam tudo com rótulo “AAA” da Moodys (crédito de baixo risco de grande qualidade, tipo aquela designação CE que aparece nos brinquedos lol), davam nome ao veículo e vendiam a outros bancos estas operações de titularização de créditos, em que todos ganhavam… O problema foi quando as deliquencies (falta de pagamento) começaram a aumentar… Afinal o que era triple A não valia nada e os bancos foram obrigados a reconhecer perdas estrondosas… Eu falo por experiência própria, porque entrei no muno do trabalho e da banca de investimento precisamente na altura em que toda esta crise começou a ser cozinhada… xD E visto de dentro, não são cortes na taxa de juro que nos vão tirar do abismo… A chave é a confiança, e o único activo triple A que há neste momento é cash; é mais uma prova que na teoria económica pode haver mais que uma verdade :-P E pronto por momentos voltei a sentar-me numa cadeira do espaçoso A14 da FEUNL lol

      • joaojeronimo 17:05 on 5 de April de 2009 Permalink | Reply

        Podes crer António… Ouvi dizer que até os animais tinham cartões de crédito lol… E depois é verdade lol sabe bem ter uma mansão e um barco e uma granda banheira americana melhor um hummer lol… e as roupas e os tacos de golf… E emprestar conceder crédito é fácil lol… No fundo no fundo isto tudo tem origem na ganância e inveja cíclica dos outros…
        A confiança… Pois a confiança é que ultimamente faz as bolsas darem saltos lol…

    • MARIA 0:34 on 3 de June de 2010 Permalink | Reply

      Se para combater a deflacção basta largar dinheiro de um helicóptero, então

      Para combater a inflacção basta mandar assaltar toda a população

      Já vi isso em algum lado… é o princípio da cura pela homeopatia – combater o mal com o mesmo… mal … lol

  • João Jerónimo 14:31 on 18 de March de 2009 Permalink | Reply
    Tags: Academia das Ciências, conferência, economia, , free wifi, , lançamento, livro, , passeio, pombos, Restauradores, velho, ver nada, wireless   

    Era uma vez um passeio em 1/10 de Lisboa… 

    Este é outro momento oportuno para escrever qualquer porcaria para as pessoas lerem aqui… Desta vez encontro-me na Rua da Academia das Ciências de Lisboa, estou cá para uma conferência sobre Nove Ensaios na Tradição de Jorge Borges de Macedo.

    Foi recomendado pelo próprio Jorge Braga de Macedo (filho do Jorge Borges de Macedo) e resolvi vir, espero que seja interessante e espero que o livro cujo título é o tema da conferência também o seja… porque vou tentar  lê-lo num fim de semana…

    Vim para cá meio caminho a partir da estação de metro Restauradores, e o resto vim a pé… Obviamente que antes de vir vi o trajecto todo no Google Maps, só para ver se não ia no sentido contrário… Mesmo assim dei não sei quantas voltas à procura das ruas com os nomes que vi… Sentei-me mesmo em frente à Rua São Pedro de Alcântara, em frente a uma ponta da Travessa de São Pedro, num dos bancos à volta do busto de Eduardo Coelho. Ia ver o screenshot do mapa que tirei hoje de manhã, mas para minha grande surpresa, aparece-me o balãozinho da internet sem fios a dizer que tinha encontrado redes, e eram mesmo muitas… Para o meu espanto, havia uma de um quiosque qualquer que não era protegida, e consegui entrar… Tinha sinal fraco (dois paus) mas consegui navegar bem e até escrever no Twitter que tinha encontrado um free wifi spot lol… Depois vi como é que vinha para cá… E agora estou debaixo de uma árvore toda florida, por  acaso esqueci-me como se chama esta árvore mas é muito comum e já a vi muitas outras vezes em mais sítios… E para minha grande surpresa cá em baixo também há montes de redes de internet sem fios, uma das quais sem protecção e por acaso também com sinal fraco… O único inconveniente é que  andam aqui em cima pombos e tou com medo de ganhar uma prenda… Mas de resto tá agradável aqui :) sombra, ventinho fresco, cadeiras e mesa pra me sentar, zona calma… Só não vejo nenhum movimento no suposto nº19 da Rua da Academia das Ciências, que devia ser a própria Academia das Ciências mas tá lá escrito qualquer coisa como Museu de Geologia ou Sociedade de Geografia ou Sociedade de Geologia, alguma coisa assim parecida… E também ouvi falar de um edifício cor de rosa, e o único que vejo é ao fim da rua… Mas é aquele o número 19…

    Gosto de descobrir as coisas sozinho e andar por aí a descobrir, e até tenho montes de tempo… E até tou a ouvir músicas das trilhas sonoras dos filmes James Bond que cá tenho neste portátil descartável que me dá tanto jeito, o EeePC… Mas acho que vou perguntar a alguém onde é exactamente a Academia das Ciências lol… E também já tou a ficar farto dos pombos a andar em cima de mim… Se não me cuido ainda levo mesmo com um presente na cabeça… Como dizia o outro já não sei qual, posso pelo menos ficar feliz porque as vacas não voam…

    Engraçado, quando eu cheguei cá tinha aqui à minha frente um velhote com uma boina uma bengala e um fato de treino… Ainda está mesmo ali à minha frente… E desconfio que irá l´la ficar por mais tempo… Incrível… ele não está a fazer nada, não está a ler nada, está sozinho… O homem só pode estar mesmo a apreciar muito a sombra e o fresquinho e se calhar os carros estacionados aqui na rua em frente… porque de resto não há cá mais nada…

    Que motivação este homem encontra para sair de casa e ficar sentado num banco na rua a ver nada acontecer ? (Sim, ver nada acontecer, uma vez que “não ver nada acontecer” significa “ver algo acontecer”…. “Não vejo nada” = “Não há nada que eu não veja” = “Vejo tudo!”… Vejo pessoas dizerem coisas assim tantas vezes lol…)

    Será que quando eu for velho vou fazer a mesma figura que ele está aqui a fazer na minha frente ? Fogo deus me livre… enquanto tiver forças para andar vou sair de casa, e enquanto tiver forças para sair de casa, vou fazer alguma coisa de útil… (Espero eu… utopias são sempre lindas lol…)

     
    • 16:00 on 18 de March de 2009 Permalink | Reply

      De tudo isto, o que mais me marcou (sem querer subvalorizar o restante perxurso e divagações pela quase-minha lisboa) foram os dois paus de rede no telemóvel…Porquê paus e não traços?

      Obviament, isto não é temática para um blog, mas sim, para um programa de Prós e Contras com a Judite de Sousa. Ainda assim, não pude deixar de levantar a questão.

      ;)

      ps.: também tenho um eeePC! não é a melhor coisa do mundo???

    • joaojeronimo 18:17 on 19 de March de 2009 Permalink | Reply

      É verdade té, não é mesmo temática para um blog lol mas eu acho que tenho aquela doença de querer inovar e aquela outra doença de ter a criatividade a dormir então prontos fiz um esforço e saiu este blog lol… Espanta-me que tenhas lido até à parte dos dois paus de bateria :P

      Os paus são paus porque são em pé assim: || lol… Se fossem assim: — então aí seriam dois traços… Esclarecida :P ?

      Yup, uma invenção notável para pessoas como eu que não têm fundos para gastar num Macbook Air (sem contar que é muito maior que um EeePC)… Ainda por cima comprei finalmente uma espécie de mala para portátil pequenino há 3 semanas porque antes não tinha visto nenhuma à venda então andava por aí com o EeePC no ropão ou meia com zip ou lá o que aquilo é lol…

    • 18:46 on 19 de March de 2009 Permalink | Reply

      No primeiro ponto fiquei esclarecida. A explicação contenta-me apesar de os pauzinhos também poderem existir deitados. Mas passa, pronto.
      Espantar-te-ias se dissesse que não só li até aos dois paus, como ainda li o resto, num ímpeto de coragem?

      “Meia com zip” é mais um excerto de criatividade!

    • joaojeronimo 19:12 on 19 de March de 2009 Permalink | Reply

      Se os pauzinhos estão deitados então são tracinhos e se os tracinhos levantam-se então passam a ser pauzinhos porque vamos lá ver humm… o tracejado na estrada são tracinhos porque são deitados… não são pauzinhos lol… É xato dizer “são pauzinhos deitados” e “são tracinhos em pé”… Quanto aos pauzinhos dos restaurantes chineses e japoneses já não faço idéia… e inventei tudo acima lol…

      Sim, espantar-me-ia e muito… Aconselhar-te-ía a consultar um psicólogo ou a dedicar os 2 minutos que gastaste cá a fazer crochet para a próxima vez que decidires que tens 2 minutos a mais no schedule lol… Não tou a tentar ser desagradável, justamente pelo contrário :P

  • João Jerónimo 18:39 on 27 de February de 2009 Permalink | Reply
    Tags: colombo, , economia, , loja   

    Viva a Crise xD ? 

    Viva a CriseIsto é a montra duma loja no Centro Comercial Colombo, no terceiro andar, ao lado do Fun Center. Não me lembro do nome da loja, mas acho que era uma espécie de surf shop.

    Pelos vistos alguém comemora a crise lol…

     
  • João Jerónimo 17:59 on 25 de February de 2009 Permalink | Reply
    Tags: café, clientes, coffeeshop, , economia, estratégia, , , topless, tronco nú   

    O que fazer para atrair clientes em tempos de crise 

    Apresento-vos um case study de um Coffee Shop que abriu muito recentemente em Vassalboro, Kennebec County, Maine, Estados Unidos.

    Abriu recentemente nessa localidade um coffee shop com uma estratégia agressiva, que mais cedo ou mais tarde vamos ver se teve ou não sucesso. Um coffee shop em que o staff anda de tronco nú.

    Até agora não há relatos de crianças a frequentarem o bordel coffee shop (mas de resto, parece ter uma aceitação generalizada público alvo) porque secalhar não servem chocolate quente nem leite morninho, e o estabelecimento já foi alvo de objecções, mas a polícia diz que está tudo dentro da legalidade.

    Nada de cameras (por isso não tenho uma foto melhorzinha para meter neste artigo), ninguém toca em nada, pagamentos só em dinheiro, e apenas maiores de 18 são o que indicam alguns dos sinais na parte de fora do ex-bordel que acaba de ser transformado em coffeeshop.

    Como estudante de Gestão, sou proibido de tirar conclusões bruscas, mas até agora parece estar a correr tudo bem. O staff estima que teve na primeira segunda feira entre 60 a 50 clientes, dos quais 8 são mulheres.

    O que achei mais interessante é que o CEO Donald Crabtree não paga salários aos empregados do Coffee Shop. Tudo o que ganham vem das grojetas, que costumam variar entre $5 a $20, segundo dizem os empregados. Quem está pelos vistos a ganhar bem é a Kelley, que serviu café a um homem, que enguliu metade em 30 segundos, estendeu uma nota de $100 à Kelley, e foi-se embora sem dizer nada.

    O quê que a vizinhança tem dito ?

    “I really hope it works, it’s different. I kind of like it. If you don’t like it, I say don’t come in, stay away.” 

    Dick Brochu

    “I don’t believe it’s going to pan out, not in a small community like this, people move to these small towns because they don’t want to deal with bars and adult video stores and a topless coffee shop. It’s important for towns to have an ordinance written so things like this can’t happen.”

    Lisa Breton

    E o que dizem as empregadas de mesa ?

    “It’s just a body part, there are more serious issues to worry about in this country than something like this.”

    Kelley

    “Most people have been respectful.”

    “I haven’t had anybody leave without a smile yet.”

    Labree

    Fonte: http://kennebecjournal.mainetoday.com/news/local/5990458.html

     
    • Costa 16:12 on 26 de February de 2009 Permalink | Reply

      Este case study transparece realmente uma estratégia extremamente eficiente de fazer face à crise actual, aproveitando os recursos humanos ao máximo para rentabilizar o negócio.

      Tá boa JJ… =)

  • João Jerónimo 11:17 on 19 de February de 2009 Permalink | Reply
    Tags: aulas, economia,   

    Popularismo anti-económico 

    “Os economistas sabem os preços todos só não sabem o valor das coisas !”
    Engraçado porque a malta até só determina os preços nominais a partir dos preços reais e da inflação esperada lol… O preço real traduz a troca directa  entre bens e “unidades de trabalho” ou horas de trabalho, em outras palavras, o que transpiramos para conseguir comprar um carro ou meter os nossos filhos numa boa escola… Sendo assim essa afirmação está infundada.

    “As melhores coisas da vida são de graça”
    O quê que tem uma coisa a ver com a outra ?

     
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